O belo transgressor
- EDUARDO ARIEL DE SOUZA TEIXEIRA

- 25 de ago. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 18 de dez. de 2021

Após quase vinte dias internado com COVID meu tio Sandro partiu para pintar telas em outra vizinhança. Suas cores marcantes, formas expressivas e temas cortantes sempre estiveram no futuro, não tinham relação com o esse mundo chato. Por elas quase escuto sua gargalhada tão característica. Seu tempo, mundo e encantos eram outros.
Artista plástico, professor da EAV Parque Lage, crítico, performance e ator foi um artista completo. Teve até filme em seu nome e deu conta de formar uma geração inteira de jovens artistas no Parque Lage ou no seu atelier em Copacabana. Com ele compreendi o sentido de adentrar em um espaço de um artista pleno, sem concessões.
Das histórias de Sandro lembro de algumas muitas boas, contadas repetidas vezes por ele ou por outros que vivenciaram in loco. Assim, em reuniões de família sempre tinha algo para dizer. Visitava o meu pai para dar uma animada no "jovem", prinipalmente quando ele ficou doente. Ao chegar pedia o café ou o Matte da Maria Helena. Grande irmão e amigo!
De volta para suas aventuras heróicas, lembro do caso da sua fantasia disruptiva no baile de carnaval do Botafogo, composta somente por um lençol branco e nada mais (inclusive por baixo). Foi um evento!
O segundo causo é muito Sandro! Foi um trabalho de encomenda de uma esposa para um marido. Seria para celebrar o aniversário daquela figura da sociedade carioca. Tudo caminhava bem e o quadro chegara ao seu destino coberto. Afinal, era uma surpresa para o ápice da festa. Quando o figurão abriu e se viu foi um acontecimento ainda maior.
Sua dança na festa de quinze anos da minha irmã foi algo que nem Fred Astaire poderia repetir. Esteve entre os seguintes ritmos: tango, gafieira e valsa. Era algo novo e, para sorte de todos, só ocorreu naquela noite.
Por último, suas confusões no futebol de areia envolviam o juiz, o time adversário e toda torcida. Como alternativa valia correr para o mar ou ser mais rápido na fuga.
Ele deixa três filhos e neto.
Obrigado Tio!





Grande Sandro..um ser inesquecível!! Sem palavras para descrever a sensação que tive nesse momento de rever tantas coisas lindas de viver. Poucas pessoas nesse Planeta me trouxeram essa emoção que esse querido ser nos traz. Parabéns a todos que se dedicaram a trazer a memória essa vida sensacional que foi nosso querido Sandro Donatello.
Grande Sandro! Conheci o Sandro no ano de 1966 em uma festa de São João no colégio Pedro Álvares Cabral, na Rua República do Peru, Copacabana!
Ele na época frequentava a turma da Rua Paula Freitas também em Copacabana! Onde eu também morava! Nessa festa o Sandro salvou a mim e mais uns dois colegas que estávamos na eminência de tomarmos uns cascudos da turma da República! Ele simplesmente entrou no meio dos caras e esbravejou: Quem bater no meu primo vai apanhar de mim! Os caras arregaram na hora e nós deixaram em paz! A partir deste dia o Sandro virou um amigo e passei a respeitá-lo como se fosse meu irmão! Não sei porque, mas ele foi com…